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Paixão e droga.

  • Foto do escritor: Sóra Lobo
    Sóra Lobo
  • 7 de jan. de 2018
  • 1 min de leitura

A paixão é como droga. Mendigando amor, é o estado em que ficamos quando estamos apaixonados. Corremos o mundo a nossa volta a procurando migalhas de sentimentos de alguém que pensamos amar, mesmo quando esse alguém não tem sentimentos para nos dedicar. Mas continuamos a acreditar, e voltamos a mendigar, tal droga que nos leva a sonhar bastando um pequeno gesto para nos ludibriar. Acabando o efeito, voltamos ao mundo real, e esse volver volta a fazer sofrer. Tal como droga queremos mais, estamos víciados, queremos mais e mais e mendigamos, imploramos, suplicamos que nos cedam mais uma dose, mais um pequeno gesto, mais uma pequena ilusão que nos faça alegrar o coração. Por momento, bem sei, mas pensamos ser melhor que não tomar a medicação. Deixados caídos e abandonados, na nossa natureza de animais selvagens, seguimos os instintos do querer, quando não há nada para obter. Dizemos que amar é sofrer, mas parte dos amores são ilusões, possessões, vontades hipnóticas de um estado de espírito viciado numa droga que por um momento o fez sentir feliz. Mendigamos aquilo que nos convencemos existir só porque existe em nós vontade disso.

Sóra Lobo


 
 
 

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